Cibersimbiose: por uma psicanálise dos híbridos
Resumo
Na intenção de pavimentar um caminho para pensar a profunda imbricação atual entre subjetividade e tecnologia, este artigo pretende analisar alguns processos de vitalização e potencialização derivados da cultura cibernética. Desse modo, pretendemos construir uma via alternativa à tendência crítica contemporânea, a qual se esforça, de maneira geral, para produzir diagnósticos e constatar mal-estares, apontando um esvaziamento e empobrecimento das subjetividades em nosso tempo. Para nos contrapôr a este viés, ainda que sem negar a relevância de suas problemáticas, buscaremos, inicialmente, compreender o que é a hibridação e o que são as subjetividades ciborgues. Reformulando o valor que a psicanálise clássica deu à simbiose, será construída aqui a noção de que as tecnologias e o espaço digital operam de modo protético, sendo extensão do corpo e da subjetividade. Conjugando filosofia, psicanálise, antropologia e literatura, através do conceito de cibersimbiose, veremos que nossa composição tecnológica não é por si só alienante, mas que oferece possibilidades de abertura e transformação, como fenômenos transicionais acoplados à subjetivação.
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