As abelhas são mensageiras: o insólito como dispositivo para a relação entre alteridades radicais em Maddaddão, de Margaret Atwood, e “Bugônia”, de Daniel Galera

Autores

  • Ânderson Martins Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha image/svg+xml
  • Ariane Ávila Neto de Farias Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha image/svg+xml
  • Luiza Prates dos Santos Universidade Federal de Pelotas image/svg+xml

Resumo

 O agravamento das crises ambientais e o colapso do antropocentrismo exploratório impulsionam uma literatura voltada à coexistência entre humanos e não humanos. Este artigo analisa o uso do insólito como dispositivo literário na construção das relações entre humanos e abelhas em O ano do dilúvio (2011) e MaddAddão (2019), de Margaret Atwood, e no conto Bugônia, de Daniel Galera (2021), à luz do pós-humanismo crítico. Observa-se que as abelhas deixam de ocupar um papel utilitário, integrando comunidades baseadas em comunicação, cuidado e sobrevivência relacional, sem hierarquias fixas. Nesse sentido, o insólito desestabiliza pactos realistas e tensiona binarismos como humano/animal e natureza/cultura. Destaca-se, ainda, o protagonismo feminino como mediador desses vínculos, atuando na preservação da memória, do cuidado e da tradução entre mundos, contribuindo para a imaginação de futuros éticos possíveis diante da ruína ambiental.

 

Biografia do Autor

  • Ânderson Martins Pereira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha

    Doutor em Letras com ênfase em Estudos Literários, na linha de Sociedade, (inter)textos literários e tradução nas Literaturas Estrangeiras Modernas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo sido bolsista CAPES. Possui graduação em Licenciatura em letras -Português/ Inglês - pela Universidade Federal do Pampa (2012) e especialização em Linguagem e Docência (2014), pela mesma instituição. Mestre em letras com área de concentração em literatura comparada na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), período no qual foi, também, bolsista CAPES. Atualmente, é professor de português e inglês no Instituto Federal Farroupilha( IFFAR), campus São Vicente do Sul. Atua também como Coordenador da especialização de Ensino a distância para EPT - da Universidade aberta do Brasil (UAB), vinculada ao Instituto Federal Farroupilha (IFFAR). Está, particularmente, interessado nos seguintes temas: Utopia, Distopia, transumanidade e pós-humanidade.

  • Ariane Ávila Neto de Farias, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha

    Doutora em Letras, com ênfase em História da Literatura, pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Possui graduação em Letras, com habilitação em português, inglês e suas respectivas literaturas, pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e mestrado em Letras, com ênfase em Literatura Comparada, pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Atualmente, é professora de português e inglês no Instituto Federal Farroupilha, campus Frederico Westphalen.

  • Luiza Prates dos Santos, Universidade Federal de Pelotas

    Possui graduação no curso de Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pelotas. Mestre em Letras pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Pelotas, na linha de pesquisa em Literatura, Cultura e Tradução e doutoranda em Letras pela mesma linha de pesquisa. Membro do Grupo de Pesquisa Ficção Brasileira no Século XXI, participante dos Projetos de Pesquisa Ficção Brasileira no Século XXI - intertextualidade e interdiscursividade e Publicações periódicas latino-americanas em alguns momentos do século XX.

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Publicado

2026-03-10

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

As abelhas são mensageiras: o insólito como dispositivo para a relação entre alteridades radicais em Maddaddão, de Margaret Atwood, e “Bugônia”, de Daniel Galera. (2026). INSÓLITA - Revista Brasileira De Estudos Interdisciplinares Do Insólito, Da Fantasia E Do Imaginário, 5(2), 53-68. https://revistas.intercom.org.br/index.php/insolita/article/view/5228