Pílula do câncer na TV brasileira: a cobertura de programas televisivos sobre uma controvérsia científica

Autores

Palavras-chave:

Divulgação Científica, Televisão, Estudos de Mídia, Controvérsia Científica, Fosfoetanolamina

Resumo

Em 2015, a substância fosfoetanolamina sintética (FS) ganhou as manchetes nacionais como a "pílula do câncer". Grupos de defesa de pacientes, juristas, governantes, médicos e cientistas passaram a debater o uso e a legalidade do composto. Por meio de uma análise de conteúdo quantitativa de vídeos veiculados em programas das três principais emissoras brasileiras de TV aberta - Rede Globo, Record TV e Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) -, este artigo examina a cobertura televisiva do caso FS. Foram analisados 64 vídeos de 14 programas, totalizando cinco horas e 12 minutos. Os principais enfoques narrativos explorados pelas emissoras foram o político/jurídico e o científico. Embora imagens de cientistas tenham sido veiculadas em maior número em relação às de doentes, apenas 22 cientistas foram entrevistados, em contraste a 75 pacientes. Enquanto Record e SBT recorreram ao testemunho dos pacientes como ponto focal do caso, a Globo destacou o lado racional do debate, centrado em evidências científicas e alertas dos médicos.

Biografia do Autor

Marina Ramalho, Fundação Oswaldo Cruz


Publicado

14-12-2021

Como Citar

RAMALHO, M.; ALVARO, M.; DE CARVALHO, V. B. Pílula do câncer na TV brasileira: a cobertura de programas televisivos sobre uma controvérsia científica. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 44, n. 3, 2021. Disponível em: https://revistas.intercom.org.br/index.php/revistaintercom/article/view/3840. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Artigos