O documentário como chave para a nossa memória afetiva
DOI:
https://doi.org/10.1590/rbcc.v32i2.259Palabras clave:
Documentário. Memória. Esquecimento. Narrativa. Experiência.Resumen
Este trabalho visa a propor algumas reflexões de como o documentário, no seu fazer cinematográfico, pode ser a chave para o acesso às nossas memórias afetivas, aquelas que carregam as experiências mais intensas de nossas vidas - acesso que se dá por meio de rastros de um passado que cintila no presente, de acordo com o pensamento do filósofo Walter Benjamin. Baseado em pesquisa bibliográfica, consideramos o documentário como um "lugar de memória", para usarmos um conceito de Pierre Nora. O filme é interpretado como um refúgio em imagens e sons dos traços ou restos de uma memória viva, da "verdadeira imagem do passado". O documentário, portanto, assume a conotação de uma atividade de luto, ou seja, a sua função se assemelha a da história, a de não permitir que estes rastros do passado se apaguem, desapareçam, sejam esquecidos. O documentário nos lembra daquilo que gostaríamos de ter esquecido.Descargas
Publicado
01-09-2009
Número
Sección
Artigos
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Cómo citar
O documentário como chave para a nossa memória afetiva. Intercom - Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 32, n. 2, p. Pág. 53, 2009. DOI: 10.1590/rbcc.v32i2.259. Disponível em: https://revistas.intercom.org.br/index.php/revistaintercom/article/view/259. Acesso em: 13 jul. 2026.