Os Sangrados:

Agência, astúcia e auto-elaboração no Fundo Rockefeller

Autores

  • M. B. Lins

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palavras-chave:

Fotografia, Arquivos, Fabulação crítica, biopolítica

Resumo

O artigo analisa fotografias produzidas pela Fundação Rockefeller durante campanhas sanitárias no Brasil (1930–1940), com foco nas imagens dos “sangrados”. A pesquisa, de base qualitativa e documental, identifica nelas não apenas registros técnicos, mas cenas de interpelação que revelam agência, astúcia e auto-elaboração dos fotografados. A metodologia combina história social, análise visual e referenciais teóricos de Judith Butler, Saidiya Hartman, Tina Campt e Jacques Rancière. A discussão mostra como as imagens, embora inscritas em uma lógica biopolítica, evidenciam processos de resistência e gestos que escapam ao estrito controle sanitário. Os resultados apontam que essas fotografias instauram cenas de aparência, habilitando outras leituras sobre a relação entre poder, corpo e visualidade. Conclui-se que, mesmo sob coerção, emergem subjetividades que deslocam a função exemplificadora do arquivo e abrem-se brechas para fabulações e outras histórias das epidemias.

Publicado

07-04-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Os Sangrados:: Agência, astúcia e auto-elaboração no Fundo Rockefeller. Intercom - Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 49, p. e2026121, 2026. DOI: 10.1590/. Disponível em: https://revistas.intercom.org.br/index.php/revistaintercom/article/view/5113. Acesso em: 10 abr. 2026.