Diretrizes SAGER e Equidade de Gênero
A equipe editorial e as autoras e autores que publicam na Revista Intercom devem observar as diretrizes sobre Equidade de Sexo e Gênero em Pesquisa (Sex and Gender Equity in Research — SAGER) sempre que sexo e/ou gênero forem variáveis relevantes ao objeto de estudo. A Revista Intercom também observa a equidade de gênero na composição de seu corpo editorial.
As diretrizes SAGER visam promover o relato sistemático de sexo e gênero nas pesquisas, oferecendo a pesquisadores, autores, pareceristas e editores um instrumento comum para padronizar esse relato e para aumentar a conscientização sobre o tema. Nem todos os itens das diretrizes SAGER se aplicam a todo tipo de estudo — por isso, a SAGER incentiva autores, editores e pareceristas a avaliar, caso a caso, se sexo e gênero são relevantes ao tema do estudo, seguindo as diretrizes sempre que aplicável.
Distinção entre sexo e gênero
• Sexo: refere-se a características biológicas, genéticas ou fisiológicas de um indivíduo.
• Gênero: refere-se à identidade de gênero e a papéis sociais, comportamentais e culturais construídos (por exemplo: mulher, homem, pessoa não binária, identidades trans).
O que os manuscritos com pesquisa empírica devem reportar
Manuscritos baseados em pesquisas empíricas (questionários, entrevistas, grupos focais, netnografia, análise de recepção, estudos de audiência) devem, sempre que sexo e/ou gênero forem relevantes ao objeto de estudo:
• No resumo: explicitar o sexo e/ou gênero das pessoas participantes do estudo.
• No método: explicar como os dados de sexo e/ou gênero foram coletados (por exemplo, autodeclaração em formulário, entrevista estruturada, dados secundários), e justificar caso a pesquisa tenha focado em um único sexo ou gênero, ou caso essa variável não tenha sido considerada no desenho amostral.
• Nos resultados e na discussão: apresentar os dados de forma desagregada por sexo e/ou gênero quando pertinente, evitando o uso generalista de termos como "usuários" ou "receptores" quando os dados indicarem diferenças relevantes entre grupos.
• Nas limitações do estudo: discutir eventuais desequilíbrios não intencionais na composição da amostra por sexo/gênero e seus possíveis efeitos sobre a interpretação dos resultados.
Recomenda-se, ainda, que os formulários e instrumentos de coleta de dados evitem categorizações estritamente binárias quando o objeto de estudo demandar maior profundidade social, incluindo opções para identidades não binárias e transgênero.