Política de Integridade Científica e Uso de Inteligência Artificial
A Revista Intercom entende que os recursos de Inteligência Artificial não atendem aos requisitos fundamentais para a autoria de um artigo científico. Ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) e Modelos de Linguagem (LLM) não podem ser listadas como autoras ou coautoras de nenhum trabalho publicado pela revista.
Esta política está em conformidade com a Portaria CNPq nº 2.664/2026, que instituiu a Política de Integridade na Atividade Científica no âmbito das pesquisas financiadas ou apoiadas pelo CNPq, e segue também as recomendações da World Association of Medical Editors (WAME) sobre considerações éticas no uso dessas tecnologias em manuscritos científicos.
Deveres das autoras e dos autores
• Transparência: relatar o uso de ferramentas de IA e/ou tecnologias assistidas em todas as fases da pesquisa em que tenham sido empregadas — concepção, redação, análise de dados e submissão —, não apenas na redação final do texto.
• Atribuição: informar o nome da ferramenta e/ou serviço utilizado e o motivo de seu uso.
• Responsabilidade: autoras e autores respondem integralmente pela precisão, integridade e originalidade do conteúdo gerado com apoio de IA. Uso não declarado, identificado durante a análise de similaridade, resulta na desconsideração automática do manuscrito para publicação.
• Limitações: eventuais limitações e vieses potenciais do uso de ferramentas de IA devem ser discutidos no manuscrito.
Usos considerados válidos
• Assistência com o idioma do artigo: quando a IA é usada para parafrasear ou aperfeiçoar o conteúdo original do autor — de forma semelhante a corretores ortográficos e dicionários de sinônimos —, e não para gerar conteúdo novo. Não são aceitos textos integralmente traduzidos por IA sem revisão humana.
• Busca de literatura: modelos de texto generativo podem auxiliar na identificação de literatura relevante, mantendo-se os requisitos habituais de precisão de citação e revisão bibliográfica cuidadosa; recomenda-se atenção a possíveis vieses nas sugestões da ferramenta.
• Textos de baixa originalidade conceitual: quando a IA for usada para descrever conceitos amplamente conhecidos, o manuscrito deve indicar esse uso e assegurar que o conteúdo gerado é preciso e acompanhado de citações apropriadas.
Em todos os casos de uso de IA na redação, na produção de imagens ou elementos gráficos, ou na compilação e análise de dados, o manuscrito deve detalhar, na seção de Materiais e Métodos, como e qual ferramenta foi utilizada. O uso de IA não pode, em nenhuma hipótese, violar a política de plágio da revista.
No momento da submissão, autoras e autores devem incluir a "Declaração de Uso de Inteligência Artificial e/ou Modelos de Linguagem", especificando ferramenta, versão e finalidade do uso.
Deveres das pareceristas e dos pareceristas
Pareceristas não devem utilizar ferramentas de Inteligência Artificial Generativa para redigir, resumir ou auxiliar na elaboração de seus pareceres, nem inserir, copiar ou compartilhar, total ou parcialmente, o conteúdo do manuscrito avaliado em qualquer ferramenta de IA generativa. Fazê-lo constitui violação do dever de confidencialidade da revisão por pares e dos direitos autorais protegidos pelo processo de avaliação cega.