Do endereço emprestado ao (des)preconceito do CEP:
Sobre a circulação de mercadorias e o consumo na favela – Paraisópolis (SP)
DOI:
https://doi.org/10.1590/1809-58442025112ptPalavras-chave:
Paraisópolis, Consumo, Cultura Material, Preconceito do CEPResumo
Este artigo tem como ponto de partida a criação de inciativas de empreendedorismo desenvolvidas em Paraisópolis resultantes da experiência do combate à Covid-19 localmente, com interesse especifico na empresa Favela Brasil Xpress (FBX). Hub de logística last mile, a FBX serviu como base para um estudo sobre como o consumo e a circulação de objetos colocaram “a favela no mapa” - simbólico e social -, após duas ações específicas desenvolvidas pela empresa: o desbloqueio dos CEPs de Paraisópolis nos sistemas de entrega de grandes varejistas; e a implementação do projeto Plus-Code na comunidade em conjunto com a Google. Metodologicamente, foi desenvolvida uma pesquisa etnográfica, com duas visitas à Paraisópolis (maio/2022 – junho/2023), nas quais foram feitas entrevistas em profundidade com moradoras locais.
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