Os Sangrados:
Agência, astúcia e auto-elaboração no Fundo Rockefeller
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
Fotografia, Arquivos, Fabulação crítica, biopolíticaResumo
O artigo analisa fotografias produzidas pela Fundação Rockefeller durante campanhas sanitárias no Brasil (1930–1940), com foco nas imagens dos “sangrados”. A pesquisa, de base qualitativa e documental, identifica nelas não apenas registros técnicos, mas cenas de interpelação que revelam agência, astúcia e auto-elaboração dos fotografados. A metodologia combina história social, análise visual e referenciais teóricos de Judith Butler, Saidiya Hartman, Tina Campt e Jacques Rancière. A discussão mostra como as imagens, embora inscritas em uma lógica biopolítica, evidenciam processos de resistência e gestos que escapam ao estrito controle sanitário. Os resultados apontam que essas fotografias instauram cenas de aparência, habilitando outras leituras sobre a relação entre poder, corpo e visualidade. Conclui-se que, mesmo sob coerção, emergem subjetividades que deslocam a função exemplificadora do arquivo e abrem-se brechas para fabulações e outras histórias das epidemias.
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