A dialética da crise do jornalismo: o sociometabolismo do capital e seus limites estruturais

Autores

  • Rafael Bellan Rodrigues de Souza Universidade Federal do Espírito Santo

Palavras-chave:

Teoria do Jornalismo, Capital, Trabalho, Marxismo, Crise

Resumo

Para muitos pesquisadores da comunicação, a crise pela qual passa o jornalismo é um produto de contradições subjacentes à própria profissão. Neste artigo, apostamos em outra interpretação, tendo como direcionamento metodológico uma abordagem dialética. Evidencia-se, assim, que, embora possua particularidades próprias, muitos dos sintomas da "crise do jornalismo" são consequências da crise estrutural do capital. Essa, articula, via cooperação complexa, inovações tecnológicas e gerenciais, intensificando a subsunção do trabalho vivo ao sistema de metabolismo social vigente. O desemprego crônico, a decadência ideológica, a barbárie social e a queda da taxa de lucros das mercadorias são fenômenos que afetam diretamente a prática jornalística.

Biografia do Autor

Rafael Bellan Rodrigues de Souza, Universidade Federal do Espírito Santo

Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades e do curso de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Publicado

10-12-2018

Como Citar

SOUZA, R. B. R. de. A dialética da crise do jornalismo: o sociometabolismo do capital e seus limites estruturais. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 41, n. 2, 2018. Disponível em: https://revistas.intercom.org.br/index.php/revistaintercom/article/view/2492. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos