Notas para uma hermenêutica da fantástica em imagens técnicas
DOI:
https://doi.org/10.1590/rbcc.v38i2.2280Palavras-chave:
Imaginário. Fotografia. Comunicação. Filosofia. Metodologias.Resumo
Este artigo busca trazer alguns subsídios para a construção da consciência teórica e da heurística próprias ao estudo das imagens simbólicas em geral e da fotografia em particular. A partir do postulado dos Estudos do Imaginário sobre a existência de uma base comum ao imaginário e ao trabalho intelectual, buscamse algumas consequências filosóficas da valorização do um e do múltiplo sobre os regimes da imagem e do pensamento. Estabelece-se uma distinção entre as abordagens da fotografia enquanto plasmadora icônica e enquanto catalisadora simbólica. Levando-se em conta esta diferenciação que é refletida por aquilo que se pode didaticamente chamar de níveis do imaginário, bem como as diferenças de natureza entre a linguagem verbal e visual, conclui-se que a hermenêutica simbólica da fotografia exige uma construção metodológica própria, avançando inclusive sobre a mitodologia durandiana, mas que essa construção pode ser embargada pelo fato de a simbólica não ser atributo da imagem, e sim condição para que ela aconteça.
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