Comunicação, democracia e a tirania da economia da atenção
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
economia da atenção, comunicação, democraciaResumo
A proposta deste artigo é colocar a economia da atenção no centro da análise comunicativa por uma razão simples: é impossível conceber a expressão, o diálogo, a (des)informação e outros fenômenos comunicativos sem compreender a atenção algorítmica na sociedade digital. A atenção é uma capacidade essencial da mente humana e de qualquer ato ou fato de comunicação. A comunicação exige a existência, por mais breve que seja, de uma comunidade de interlocutores ou fontes/receptores. Qualquer tipo de comunicação, formato ou intenção exige atenção; caso contrário, não chega ao seu destino nem causa impacto. É impossível persuadir públicos distraídos ou desatentos, que ignoram ou evitam mensagens. Sem públicos, mesmo que minimamente atentos, nenhuma dessas ações é eficaz. Sem atenção, a expressão é pura expressão – uma manifestação de ideias, sentimentos, sensibilidades, mas não necessariamente comunicação, uma vez que não tem público ou interlocutores. Para que haja comunicação, a atenção é necessária.
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